Roteiro – Expedição dos Andes à Amazônia


1º dia – quinta-feira – 26/08/2021: Cusco

Encontro no hotel reservado para a expedição, onde os guias apresentarão os detalhes do roteiro e farão uma revisão dos equipamentos e roupas dos participantes, ajudando-os na organização de seus itens pessoais. Restante do dia livre para compra e/ou aluguel de equipamentos e roupas e preparação da bagagem para a expedição. Pernoite em hotel.

 

2º dia – sexta-feira – 27/08/2021: Cusco – Mahuayani

Sairemos do hotel às 09:30 da manhã, embarcando em transporte privado com destino a Mahuayani (4089 m). Mahuayani é um pequeno povoado que se encontra em uma das partes mais altas da rodovia Transoceânica, que liga a Amazônia brasileira ao oceano Pacífico. É a porta de entrada para a cadeia de montanhas conhecida como Nudo de Ayacachi, vizinha à Cordilheira Vilcanota, onde se realiza a festividade do Señor de Qoyllorit’i, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas dos Andes. Os peregrinos que chegam para o festival utilizam Mahuayani como base, antes de se dirigirem para o glaciar do Nevado Colque Punku (5471 m), onde acontecem as principais cerimônias. Chegaremos a Mahuayani por volta das 12:30 e teremos o restante do dia livre para realizar pequenas caminhadas nas imediações da vila. Pernoite em hotel.

 

3º dia – sábado – 28/08/2021: Mahuayani – Laguna Singrenacocha

Pela manhã encontraremos os arrieiros e as mulas que carregarão nossos equipamentos e suprimentos durante todo o trekking. Após acomodarmos nossa bagagem nas mulas, iniciaremos a caminhada seguindo por uma trilha paralela à rodovia Transoceânica em direção à vila de Mallma (4140 m), onde tomaremos um caminho que entra pela Quebrada do rio Singrena. Nesse trecho já é possível avistar, ao longe, as grandes montanhas da Cordilheira Vilcanota, sobressaindo-se ao fundo da paisagem os nevados Hualipayoc (5720 m) e Carhuaco Punco (5700 m).

O caminho sobe de maneira suave e constante, acompanhando o curso do rio cujas águas originam-se na laguna Singrenacocha (4350 m), nosso destino do dia. A laguna Singrenacocha é uma das maiores lagoas dessa região dos Andes e é alimentada pelos imensos glaciares do nevado Colquecruz (6102 m). Chegaremos na lagoa por volta das 14:00, armando nosso acampamento em suas margens.

Distância percorrida: 12,5 km.

 

4º dia – domingo – 29/08/2021: Laguna Singrenacocha – Laguna Yanacocha

No segundo dia de caminhada seguiremos até o fundo da Laguna Singrenacocha, subindo pela cachoeira que alimenta a lagoa. A distância a ser percorrida até o próximo acampamento é relativamente curta, em torno de 7,5 km, mas as muitas subidas do caminho e o tipo de terreno, formado pelas pedras das imensas “moraines”, nos obrigarão a caminhar em um ritmo mais lento. Uma “moraine” (em inglês) ou “morrena” (em espanhol) é um depósito de sedimentos arrastados pelos glaciares. Nos próximos dias iremos percorrer as “moraines” da impressionante zona glaciária localizada entre 4 montanhas acima de 6 mil metros: o Colquecruz (6102 m), o Jatunriti ou Chumpe (6106 m), o Jatunhuma (6093 m) e o Callangate (6110 m).

Ao longo do percurso passaremos por diversas lagoas, como a Laguna Alcacocha, a Laguna Pucacocha e a Laguna Mullucocha, até chegarmos na Laguna Yanacocha. Acamparemos em uma área plana situada acima dessa lagoa a 4650 m, onde corre um pequeno riacho, aos pés do Nevado Hualipayoc (5720 m).

Distância percorrida: 7,5 km.

   

5º dia – segunda-feira – 30/08/2021: Laguna Yanacocha – Laguna Huarurumicocha

Continuaremos nossa caminhada pelas “moraines”, seguindo até a junção de dois vales glaciares. À direita do caminho, a sudoeste, encontra-se o vale glacial que separa os nevados Jatunhuma (6093 m) e Callangate (6110 m), cujos cumes já são visíveis ao fundo. Seguiremos rumo sudeste, pelas “moraines” entre o Jatunhuma e o imenso maciço dos nevados Colquecruz (6102 m) e Jatunriti ou Chumpe (6106 m). A paisagem do dia será magnífica, com a trilha seguindo bem próxima ao glaciar do Colquecruz com seus diversos picos nevados.

O caminho sobe acompanhado o Nevado Carhuaco Punco (5700 m) à direita, até chegar na Laguna Huarurumicocha (4980 m), situada aos pés do Nevado Chumpe. Contornaremos a laguna até seu extremo sul, onde armaremos nosso acampamento a quase 5000 m de altitude. Esse é um lugar privilegiado, com a vista de três montanhas acima de 6 mil metros: o Jatunhuma, o Colquecruz e o Chumpe.

Distância percorrida: 10,0 km.

 

6º dia – terça-feira – 31/08/2021: Laguna Huarurumicocha – Laguna Sibinacocha

O principal objetivo do dia é cruzarmos o “passo de montanha” situado a 5400 m, que nos permitirá sair do vale glaciar onde nos encontramos para chegarmos na Laguna Sibinacocha, a maior lagoa da Cordilheira Vilcanota, com uma superfície de aproximadamente 30 km2. Continuaremos nossa caminhada pelas “moraines” do Nevado Chumpe, subindo progressivamente e passando por mais algumas lagunas, até atingirmos a cota dos 5400 m. Esse é um dos “passos de montanha” mais altos dos Andes peruanos e a vista que se descortina compensa todo o esforço: uma infinidade de cumes nevados se apresenta ao nosso redor, já sendo possível apreciar as montanhas situadas na continuação do maciço do Nevado Chumpe, para onde nosso roteiro se dirige, como o Jatunñano Punta (5815 m) e o Japu Punta (5845 m). Ao fundo da Laguna Sibinacocha uma planície branca se destaca no horizonte: é o campo de gelo do Quelccaya, outra importante atração da Vilcanota. O Ritipampa de Quelccaya é o maior campo de gelo do mundo fora das regiões polares e da Patagônia, ocupando uma área de 44 km2, com uma altitude média de 5470 m.

Desceremos pelo outro lado da montanha, acompanhando as “moraines” do glaciar do Nevado Chumpe localizado a sudeste do maciço, cujas águas alimentam a Laguna Sibinacocha. Montaremos nosso acampamento próximo dessa imensa lagoa, a 4950 m de altitude.

Distância percorrida: 11,0 km.

 

7º dia – quarta-feira – 01/09/2021: Laguna Sibinacocha – Laguna Ccasccara

O quinto dia de trekking será mais extenso que os anteriores, porém em um terreno mais fácil, seguindo por trilhas bem definidas e com desníveis menores. Iremos caminhar um total de 22 km entre as lagoas Sibinacocha e Ccascara, cruzando um “passo de montanha” de, aproximadamente, 5200 m de altitude.

O início do percurso segue pela margem da Laguna Sibinacocha, permitindo-nos observar as diversas espécies de aves que vivem no entorno da lagoa. Tomaremos, então, um desvio que segue em direção ao Nevado Yayamari (6049 m), sendo essa a principal subida do dia e que nos levará ao “passo de montanha”. À medida que subimos, os diversos picos que fazem parte do maciço do Yayamari começam a se destacar ao fundo da paisagem para, então, se revelarem em toda sua grandeza, quando chegarmos ao ponto mais alto da trilha. Teremos uma visão excepcional de mais uma montanha de 6 mil metros, o Yayamari, além de diversos outros cumes dessa parte remota da Cordilheira Vilcanota, como o Nevado Paco (5672 m), o Nevado Sacsa Ananta (5450 m) e o Nevado Alccachaya (5768 m).

Após cruzarmos o “passo de montanha”, desceremos até a Laguna Ccascara, seguindo pela trilha que acompanha sua margem. Atravessaremos o rio que se origina na lagoa, continuando a caminhada até a zona conhecida como Quechupampa, aos pés do Nevado Alccachaya, onde montaremos nosso acampamento a 4930 m.

Distância percorrida: 22,0 km.

 

8º dia – quinta-feira – 02/09/2021: Laguna Ccasccara – Quebrada Mates

Para compensar a longa caminhada do dia anterior, teremos um trajeto mais curto de aproximadamente 9 km, cujo principal desafio é cruzar mais um “passo de montanha”. Desta vez chegaremos a 5270 m, o segundo “passo” mais alto de nossa expedição. O caminho até o “passo” segue por uma trilha com uma bela visão do Nevado Alccachaya (5768 m) e do vale onde se encontra a Laguna Ccasccara. Durante a subida também será possível vislumbrar, na direção sudoeste, a montanha mais alta da Cordilheira Vilcanota, o Nevado Ausangate (6372 m), em um ângulo que ressalta a grandiosidade dessa montanha. A vista que se apresenta desde o “passo”, mais uma vez, é excepcional, com destaque para o campo de gelo do Quelccaya.

Após cruzarmos o “passo de montanha” desceremos até a Quebrada Pata Aljachaya, continuando a descida por uma trilha que acompanha o rio até a Quebrada Mates, onde montaremos nosso acampamento a 4850 m.

Distância percorrida: 9,0 km.

 

9º dia – sexta-feira – 03/09/2021: Quebrada Mates – Kachi

Seguiremos pela Quebrada Mates por um caminho bem marcado que leva até o “passo de montanha” conhecido como Puerto Cáliz (5200 m). Apesar da longa distância a ser percorrida nesse dia, o terreno fácil permite um deslocamento mais rápido. O caminho sobe suavemente em direção ao “passo”, que se encontra a 12 km de distância com um desnível de 350 m a ser superado. O destaque da paisagem é o majestoso Nevado San Braulio (5649 m), que vai se tornando cada vez mais imponente à medida em que ganhamos altitude.

O Puerto Cáliz se encontra no limite setentrional da Cordilheira Vilcanota e, após esse “passo de montanha”, começa a longa descida para a região amazônica. Além do Nevado San Braulio, desde o Puerto Cáliz é possível avistar, novamente, o Nevado Yayamari, bem como montanhas pouco conhecidas localizadas no extremo norte da cordilheira, como o Huayna Auzangate (5677 m).

A partir desse ponto teremos, somente, descidas em nosso trajeto. Percorreremos mais 13 quilômetros pela Quebrada Parina, também conhecida como Quebrada Lacco, até o pequeno vilarejo de Kachi (4530 m), onde montaremos nosso acampamento.

Distância percorrida: 25,0 km.

 

10º dia – sábado – 04/09/2021: Kachi – Marcapata – Cusco

No último de caminhada teremos, mais uma vez, uma longa distância a ser percorrida. Porém, o terreno fácil e o percurso predominantemente em descida fazem dessa última etapa um dia de deleite. O caminho do dia anterior, a partir da vila de Kachi, converte-se em uma pequena estrada. A paisagem continua deslumbrante e, à medida em que descemos, começa a aparecer uma vegetação que vai se tornando cada vez mais robusta, até transformar-se em uma mata tropical nas partes mais baixas. O aumento gradual da temperatura nos faz lembrar que estamos a caminho da Amazônia e o exotismo é ressaltado pela visão que combina o verde da vegetação com os cumes nevados. Outro atrativo do dia serão as pequenas vilas com suas casas de pedra, que ainda preservam a tradicional arquitetura andina.

Finalmente, avistaremos o vale onde se encontra Marcapata (3150 m), nosso ponto de chegada, rodeado de montanhas e de florestas tropicais. A estradinha termina na rodovia Transoceânica, onde encontraremos o nosso transporte que nos levará até a cidade de Cusco. No local existem águas termais, para quem deseja banhar-se antes da viagem de retorno. Sairemos de Marcapata em transporte privado por volta das 17:30, com uma previsão de chegada em Cusco para as 21:30. Pernoite em hotel.

Distância percorrida: 25,0 km.

 

11º dia – domingo – 05/09/2021: Cusco – Brasil

Embarque para retorno ao Brasil.

 

IMPORTANTE: para participar da expedição é preciso estar devidamente aclimatado à altitude, sendo obrigatório ter passado, pelo menos, 3 noites em Cusco ou outra localidade de altitude igual ou superior, antes de se juntar ao grupo da expedição.



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